O Museu Jorge Vieira, em Beja, celebra em 2025 três décadas de existência com a inauguração da exposição “Terra Sol Liberdade”, que ficará patente no Centro de Arqueologia e Artes de Beja entre 13 de setembro e 31 de dezembro.
Criado em 1995 a partir da doação do escultor à cidade, o Museu tem reunido ao longo dos anos um acervo significativo de esculturas, maquetas e desenhos que marcaram a arte portuguesa do século XX. Trinta anos depois, e um ano após a comemoração dos cinquenta anos do 25 de Abril, a cidade presta-lhe homenagem evocando três conceitos centrais no seu trabalho: a terra, o sol e a liberdade.
A exposição resulta de uma residência artística realizada em julho em Beringel, local de tradição ligada ao barro e ao tijolo, onde artistas contemporâneos trabalharam em conjunto com os mestres locais António Mestre e José Manuel Parreira. Deste encontro surgiram novas obras que dialogam com o espólio de Jorge Vieira. Entre os nomes presentes contam-se Bárbara Rodrigues, Cláudia Guerreiro, Heitor Figueiredo, Marta Castelo, Rita Carreira, Suzana Henriqueta, Tiago Mestre e Virgínia Fróis, a que se junta Noémia Cruz, escultora que colaborou com Jorge Vieira e que tem contribuído para preservar a sua memória. Dois estudantes da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, vencedores de um concurso interno, também participaram na iniciativa, reforçando a transmissão de conhecimento entre gerações.
A mostra pretende mais do que assinalar uma efeméride, propondo um percurso que parte da obra do escultor para interrogar o presente. Terra, Sol e Liberdade são retomados como matéria artística e horizonte de reflexão, renovando o diálogo entre Jorge Vieira, os criadores contemporâneos e a cidade de Beja.
A exposição inaugura-se no dia 13 de setembro, às 17 horas, e poderá ser visitada até 31 de dezembro de 2025. O Centro de Arqueologia e Artes de Beja, localizado na Praça da República, estará aberto de terça a sábado, entre as 10 e as 13 horas e entre as 15 e as 19 horas.
