15 Fevereiro 2018      15:41

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ALQUEVA CORRE RISCO DE NÃO SER UTILIZÁVEL EM 2019

Numa entrevista dada hoje ao Jornal Público, José Roquette, empresário e membro da Associação Melhor Alentejo, considera que o Alqueva corre o risco de não ser utilizável a partir de 2019 "porque o Alqueva não é utilizável abaixo da chamada quota 135, cerca de 1000 hectómetros cúbicos de água.

Para Roquette "os partidos políticos estão em negação" em relação ao problema da seca, considerando que a "só faz sentido ter barragens se elas puderem encher" e que a aposta na solução deveria passar pela água do mar e pelas dessalinizadoras. Segundo José Roquete "A Espanha tem mais de 700 dessalinizadoras instaladas que, só por si, produziriam água utilizável para Portugal inteiro." "Aqui em Portugal, que eu saiba, temos uma muito pequenina em Porto Santo", atira em jeito de crítica.

Empresário com interesses no Alentejo, é dono da Herdade do Esporão, Roquette garante que o problema da água é um assunto que já o preocupa há vários anos e que há seis anos fez cair o consumo de água para um terço do que a adega gastava anteriormente, com poupança e optimização da sua utilização.

José Roquette foi também o principal investidor do Parque Alqueva, um investimento pensado para as margens da barragem do Alqueva, no valor de mil milhões de euros. Lançado em 2007 como projeto de interesse nacional,o Parque Alqueva previa a construção de dois portos de recreio — incluindo uma marina para 156 embarcações –, quatro campos de golfe, hotéis e aldeamentos turísticos com capacidade para 17 mil camas. Estes equipamentos iam ocupar uma área de 2.000 hectares distribuída por três núcleos, entre Reguengos de Monsaraz e a albufeira e prometia criar mais de dois mil empregos. Acabou por não avançar por falta de crédito na banca, afetada pela crise de 2008.

A entrevista completa pode ser lida aqui.

Imagem de capa da agroportal.pt

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