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Adega de Vidigueira, Cuba e Alvito lança novos vinhos

A Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito acaba de lançar quatro vinhos brancos e dois tintos, entre eles um mono varietal Tannat, uma casta francesa muito resistente à seca.

Segundo a TSF, a adega recebeu, na vindima de 2021, oito milhões de quilos de uva, provenientes de 265 cooperadores, tendo produzido seis milhões de litros de vinho. As castas brancas ocupam cerca de 42% (579,37 hectares) da área de vinha, e as tintas preenchem 58% (189,01 hectares).

Nos brancos agora lançados, destaca-se o Antão Vaz 2021, com notas tropicais, características da sub-região, e caracterizado pela sua mineralidade e alguma salinidade, sendo um vinho muito gastronómico.

Com as castas Antão Vaz e Arinto foi produzido o Superior Branco 2020. De acordo com a adeja, este vinho revela notas de pólvora a par de um lado muito mineral, muito gastronómico, com muito trabalho a nível de barricas.

Já com estágio de seis meses em barricas, o Grande Escolha Branco 2020, produzido com as castas Antão Vaz e Perrum, apresenta notas mentoladas com um toque mineral.

A acidez correta é a caraterística principal do Reserva Branco 2019: Antão Vaz e Arinto, que estagiou em barricas novas de carvalho francês.

No que diz respeito aos tintos, o Tannat foi produzido com as uvas da primeira colheita de uma casta francesa. Apresenta cor grená, revela notas de abacate e tem uma acidez muito persistente (6,5%).

Já o Reserva Tinto 2019 é um 100 por cento Syrah, produzido com máxima extração. Estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês e é um vinho complexo, com notas de fruta preta madura.

Atualmente, a Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito está empenhada em fazer da sub-região da Vidigueira um "terroir" assente na sustentabilidade. A adega, cujas vinhas dos cooperadores ocupam uma área de regadio de 1 107,88 hectares e de sequeiro de 263,07 hectares, traçou um projeto ambicioso.

Este programa contempla a assistência técnica de campo a todos os cooperadores; o reforço das boas práticas agrícolas, nomeadamente com a redução do uso de fitofármacos; o uso eficiente de água e a preservação dos solos; o recurso a um sistema digital de monitorização das parcelas; e a produção de energia fotovoltaica.

A adega, com direção de enologia a cargo de Vasco Moura Fernandes, tem ainda Luís Morgado Leão, que passou a ser enólogo consultor.

 

Fotografia de grandeconsumo.com

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