8 Julho 2015      11:46

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PARA QUANDO UMA DEMOCRACIA PARITÁRIA EM PORTUGAL?

Se ambicionamos uma nova forma de fazer política, se queremos o rompimento com o estado atual da política em Portugal e desejamos uma ruptura democrática, então uma opção fundamental é equidade política de género.

A democracia paritária é uma outra forma de fazer política e de valorizar a democracia através da afirmação do direito à igualdade, onde mulheres e homens se encontram representadas/os, exercendo a mesma força e influência política e social.

Apesar de uma maior visibilidade social das mulheres no âmbito profissional, o facto é que persistem desigualdades em termos da participação política e no exercício de cargos públicos.

A igualdade de género ainda não é uma realidade e os obstáculos existentes são, em boa medida, fruto da nossa educação e da nossa socialização que apresenta como paradigma universal o género masculino.

Em termos de ação política, o desafio que temos pela frente é o de aprofundar a cooperação efetiva entre mulheres e homens, de modo a aumentar sinergias e valorizar as características exclusivas e distintivas de cada género.

Seguramente que será necessário ir mais além, do que apenas promover a equidade política de género assente no estabelecimento de cotas em listas eleitorais.

A efetiva inclusão das mulheres nas esferas de poder requer uma mudança de atitude e uma ruptura corajosa com o passado, para que de uma vez por todas se possa combater sub-representação política feminina em grupos historicamente dominados por homens.

Apesar dos desafios, é evidente o protagonismo das mulheres na definição de agendas públicas e governamentais.

No entanto, estaremos cá para ver e analisar as listas eleitorais que cada força partidária sufragará no próximo Ato Eleitoral.

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