1 Setembro 2015      11:26

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DEPRESSÃO PÓS-FÉRIAS

Parece que o Presidente da República afirmou recentemente, relativamente à situação de Portugal, que estamos a sofrer os efeitos de uma “vida fácil”. Vida fácil? Nunca dei por isso! E quem tenha uma vida fácil, que se acuse, se faz favor!
 
No entanto, no rescaldo deste Verão e consequentemente o final do período de férias resolvi tecer algumas considerações.
Primeiro, pobres são só alguns, outros remediados, mas ricos (ou que vivem como tal) há muitos. Notei em terras algarvias, comparativamente com anos anteriores um grande desafogo da crise. Tudo o que era restaurante tinha filas, mas nem vos digo que os restaurantes mais caros tinham filas ainda maiores, não havia na última semana onde “pousar” o carro, tal não era o aglomerado de gente, já para não falar dos “shoppings”, em que se viveu uma verdadeira loucura.
 
Em segundo lugar, estando alerta, verifica-se uma miscelânea de línguas e sotaques, sendo que os nossos vizinhos acima do Tejo, estão no topo da lista, pois são inconfundíveis pela forma como se expressam (quer no tom de voz, quer no tipo de linguagem utilizada). Logo de seguida os nossos emigrantes regressam ao seu país, ostentando grandes viaturas e a falar uma língua que não se percebe bem o que é, mas daquilo que ouvi concluo ser algo como “frençoguês”, não sendo isto depreciativo de forma alguma, mas a verdade é que são fáceis de identificar pelas particularidades que mencionei. Além destes encontrei imensos espanhóis e curiosamente muito italianos, entre outros, sendo que neste ponto concluo que o turismo em Portugal está a expandir-se o que é muito bom para a economia nacional e para nós portugueses o slogan “vá para fora cá dentro” poderá fazer cada vez mais sentido.
 
Este ano até se ouviu nos noticiários que há filas na autoestrada, para chegar ao Algarve. Já há uns anos que não recordo de tal feito, mas pode isto demonstrar duas coisas: primeiro que há muita gente a ir para o Algarve e segundo que a utilização da autoestrada (que é paga) está em altas, logo em economia crescente (mas talvez seja apenas sazonal).
Fico satisfeita em perceber que a crise atenuou e que de facto se notou um aumento significativo nas taxas de ocupação hoteleiras, presságio feliz para todos nós, pois muitos portugueses tiveram oportunidade de usufruir de uns dias de descanso.
 
A todos os que tiveram de férias, tenham atenção que as Finanças andam aí e não se distraiam a postar no facebook que estiveram na festa VIP aqui e ali e na marisqueira a comer do bom e do melhor. Ai se o Governo sonha o que os portugueses andaram a esbanjar… mas pelos vistos o Presidente da República pelos comentários que já mencionei acima, já teve certamente uma ideia da vida que em Julho e Agosto se viveu em terras algarvias.
 
Pois o Verão está a chegar ao fim e lá teremos que trabalhar mais um ano inteiro para podermos usufruir das tão merecidas férias, que estão já a deixar saudades e nos deixam por estes dias com uma espécie de “depressão pós-férias”!
 
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