4 Junho 2015      11:20

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ÁGUIAS VOLTAM AO ALQUEVA

Um projeto iniciado há 5 anos começa agora a dar resultados visíveis e as águias pesqueiras estão de volta ao Alentejo, sendo a bacia do Alqueva o seu novo local de nidificação.  

As águias são provenientes da Escandinávia e chegam ainda bebés, depois de um tempo de adaptação, aprendem a voar e são libertadas nas margens de Alqueva. Em seguida, migram para o norte de África regressando ao local de “nascimento” logo que atinjam a idade adulta, tendo por objetivo a reprodução.

Foi isso que a equipa de biólogos do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, responsáveis pelo projeto, registou. Vários espécimes anilhados foram avistados após este périplo pelo norte de africa, com comportamentos reprodutores, o que é inédito nos últimos 20 anos em Portugal. A águia-pesqueira não se reproduz em Portugal desde 1997 e em 2002 acabou mesmo por desaparecer.

As águias-pesqueiras têm sido reintroduzidas em toda a Península Ibérica e sul da Europa; a Andaluzia foi pioneira, seguiram-se os italianos e agora Portugal e o País Basco espanhol apresentam também resultados animadores. Na barragem do Alqueva foram libertadas 40 exemplares, num projeto que tem o apoio financeiro da EDP.

As águias-pesqueiras são uma ave de rapina de porte médio (medem cerca de 57 cm de comprimento, 2 metros de envergadura e podem chegar aos 2,1 quilos) e que tem, entre outras características próprias, o bico mais enganchado que o normal. A sua coloração é variada, tendo normalmente cabeça branca e partes inferiores brancas, com o resto do corpo pardo-anegrados, tal como as asas. As patas são cinzento-azuladas. É uma espécie solitária, não se desloca em bandos e os casais são quase sempre monogâmicos, em cada estação reprodutora.

O peixe é a sua dieta principal, mas pode incluir também pequenos mamíferos, anfíbios ou répteis.

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