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JOHNNY GOT HIS GUN

"Johnny Got His Gun", 1969. - Notas Soltas, imberbes e potencialmente contraditórias:

 

Quando a vertigem é cliché, e o cliché se mantém como essência do simbolismo, o que dessa sequência (lógica) subjaz? Um regresso à inocência do olhar, que, por sua vez, é a máquina reguladora da ficção (cinematográfica)? Ou já não é?

Um ou outro spoiler são inevitáveis, o que nada retira a quem não viu. Joe foi para a guerra e obteve a sua arma. Uma vez lá, apanhado à traição por um estampido súbito, pouco lhe restou.

A IMPONDERABILIDADE EM OZU E SYD BARRET

Frases avulsas escutadas nos meandros nocturnos do pós-cinema ou nos intervalos festivaleiros com nomes de pequenas vilórias em tons garridos e narcotizados. Convencidos, claro está, nem tanto de si próprios, e mais pelas academias jornaleiras dos suplementos de fim-de-semana (cada vez com menos páginas, até que insiste-se, insistem, insistimos desaparecerão, como refluxos de tempos que já não voltam).

THE KEEP DE MICHAEL MANN

The Keep (1983), Michael Mann

Um filme de horror – foi-me dado a ler num momento de acaso. Sobre o sinistro destino de um batalhão nazi perto do final da guerra. Esquecidos nos confins da Roménia, ocupam um castelo e inadvertidamente libertam uma entidade milenar e demoníaca presa nas suas catacumbas. Para a combater, procuram a ajuda disponível, um professor de História e a sua filha, não sem ironia judeus, e ainda um louco que diz saber como destruir esse demónio.

BEASTS OF THE SOUTHERN WILD

Beasts of the Southern Wild (2012), Benh Zeitlin

 

Da estranheza (para o caso, sensação muito próxima do incómodo) ao inacreditável encantamento. Eis o percurso que nos é proposto por Benh Zeitlin em Beasts of the Southern Wild. E que título admirável este, com entrada directa para a galeria dos melhores de sempre.

PROF. VICTOR BERGMAN

Uns quantos e lambuzados porquês, incertezas e fundamentações projectadas em múltiplas direcções, e logo devolvidas entre júbilos. Ligeira pausa.

Espaço 1999, digo a certa altura, e sorrio – como uma pista, cujo significado está apenas ao alcance de alguns privilegiados, que se solta.

Espaço 1999 (!), e continuo a sorrir - a exclamação como cunho pessoal, uma sensação vaga de poder, servida trocista numa espécie de bandeja de bits.

PATRICK MODIANO: O ÚLTIMO A SAIR DE CASA?

Patrick Modiano era um nome desconhecido para muitos quando em novembro de 2014 lhe atribuíram o Prémio Nobel da Literatura. Lamentavelmente incluía-me nesse grupo. Como sempre acontece nesses casos, a partir do galardão sucederam-se as edições e a descoberta tornou-se obrigatória. Chegou tarde, mas chegou pelo que os lamentos terminam aqui.

OS FILMES DE NATHANIEL DORSKY

Stills

Que filmes estes, e vimos apenas três sabendo desde logo da grande probabilidade de não voltar a ver mais nenhum.

Uma primeira pergunta logo que os começamos a ver: de onde estamos a olhar? – Ou então: para onde fomos levados? Para o topo de uma montanha. Não! Para um espaço intermédio, entre fronteiras apenas pressentidas.

NATURAL BORN KILLERS

NATURAL BORN KILLERS (1994) de Oliver Stone - [(Genes + Poder + Energia+Media+ Individualidade + Arbítrio + Sangue) / Hesitação]*∑ (Quase Tudo ∩ Quase Nada) = Um Pouco Menos do que Infinito (∞ -Φ)

ODES PARTE III

The Pale Fountains: Thank You

Sabe a Verão pelo ritmo doce e porque nos obriga a olhar para trás. Como todos sabemos, Verão só é Verão perante a memória dos que já passaram... É a única estação sem Presente ou Futuro. Enfim, exagero, sob condições especiais um certo Futuro pode ser entrevisto, mas de muito pouco vale. Nem como sonho. Nem como desejo...

 

Laurie Anderson: O Superman

Alguém que pergunta de onde vem o encantamento nas performances musicais de Laurie Anderson.

Arrisco a seguinte resposta:

ODES PARTE II

The Breeders

Duas manas, nem bonitas nem feias. Enfim, duas manas feiotas. Uma mulher que mais parecia um homem. E um homem que não se parecia com coisa nenhuma. Uma espécie de Pixies do avesso. O resultado nem sempre foi equilibrado – dir-se-ia que muito naturalmente. Mas por vezes conseguiram ser geniais. Outras ainda simplesmente perfeitos, ou perfeitas – pois os cérebros eram as manas –, como em Cannonball ou em No Aloha!

 

Sparks - La Dolce Vita (1979)

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