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Sociedade

O CAMINHO DA FORMIGUINHA

Era uma vez uma formiguinha. Não, duas. Uma formiguinha e outra formiguinha. Detestavam-se uma à outra. Não se podiam ver. Aquilo que sabiam uma da outra era que não havia nada de interessante em ambas que pudesse mudar a opinião das congéneres. Eram duas simples formiguinhas, tão iguais a todas as outras que eram iguais a estas. Pretas, com grande rabo, tenazes no focinho e duas pequenas antenas.

JUSTIÇA INJUSTA

Há poucos dias atrás fui contactado através de mail por um cidadão de Évora para falar sobre questões relacionadas com "Taxas de Justiça" e "Custas Processuais" pelo lesado/vítima, mas também sobre a forma como se processa o Requerimento de Proteção Jurídica – Pessoa Singular.

Este magnifico ato de cidadania merece ser relatado. Obviamente respeitando o anonimato da pessoa em questão.

Passo a descrever de uma forma muito sucinta em várias etapas a situação em concreto:

“SACA” PIRES LEILOA PRANCHA PARA AJUDAR PEDROGÃO

O conhecido surfista português Tiago “Saca” Pires também quer ajudar as vítimas do incêndio de Pedrogão Grande e está a leiloar uma prancha de surf e uma licra sua, autografadas.

“Saca” – como é conhecido no meio – foi o primeiro surfista português a ser qualificado para o ASP World Tour (Campeonato Mundial de Surf) e foi, durante sete anos consecutivos um dos melhores surfistas mundiais.

ARJAMOLHO

Fui de férias a Portugal em pensamento. Na ideia, há tanto tempo que não pisava o chão do aeroporto de Lisboa. Há muito tempo que ansiava pelo Sol de Lisboa, pelas praias do Algarve e pelas planícies douradas do Alentejo. Nos campos doirados, as árvores verdes e castanhas, algumas alaranjadas pela tirada da cortiça. No Algarve, as laranjas de Silves e de todos os lados. Algumas da baía, outras doces, tão doces em que a vitamina C se transformava em açúcar e deliciava os lábios de todos.

SECRETÁRIA DE ESTADO PARA A CIDADANIA E A IGUALDADE NO ALENTEJO

A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, vai estar no Alentejo, em Évora, amanhã, 26 de junho, para participar na sessão de encerramento da conferência “Desafios na Proteção de Crianças e Jovens - O debate intersectorial e interdisciplinar «Explorar os caminhos (não) percorridos»”

O LOGÓTIPO

Cada vez que se sentava, a secretária tinha o cuidado de arrumar as folhas em pastas e as pastas em gavetas e as gavetas alinhadas no seu compartimento que era, no fundo, uma pequena coisa, comparada com o edifício todo. Parecia, uma pequena formiga num prédio que era um gigante formigueiro.

EM BANHO-MARIA

Conduzia um Lamborghini verde alface e usava umas jardineiras. Já ninguém usava jardineiras de ganga com all-stars, daquelas jardineiras que não chegavam bem ao fundo porque estavam dobradas. O carro era baixinho, mas andava a uma velocidade que, comparada com a de um caracol, multiplicada por uns bons milhares, dava muito tempo.

SOLIDARIEDADE ALENTEJANA EM DUAS RODAS

Começou ontem, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, a aventura que vai levar 5 amigos a percorrer os cerca de 800 kms que ligam Reguengos de Monsaraz a Santiago de Compostela, uma verdadeira “Adventure4Help” (Aventura para ajudar).

Até dia 16 de junho, este grupo percorrerá o Caminho primitivo desde Reguengos até Figueiró dos Vinhos e o Caminho Português da Costa desde Figueiró dos Vinhos até Santiago de Compostela, feitos em autonomia total.

PODERÃO AS POLÍTICAS SOCIAIS ACABAR COM A POBREZA?

A resposta a esta pergunta não se apresenta fácil, nem se sabe sequer se será, algum dia possível este objetivo, no entanto, no Colégio do Espírito Santo, em Évora, a 13 e 14 de junho, decorrerá o “Seminário Pobreza e políticas sociais: abordagens comparativas” e que visa um debate aprofundado do tema.

Organizado pelo CIDEHUS e com o apoio de Fundos Comunitários, estarão presentes neste seminário diversos especialistas do panorama internacional que trarão as suas experiências e em conjunto realizarão comparações entre problemáticas e abordagens a este problema social comum.

COSTELETINHAS DE BORREGO

O tipo era muito sossegado. Não dizia uma palavra sem pensar nos múltiplos sentidos que essa mesma palavra pudesse ter e nas consequências, nos atos e nos efeitos da semântica proverbial que se acumulava nas intenções do pensamento, a meio que a fugir para uma condensação demasiado hermética das suas ideias. Tinha sempre um fato preto vestido, com uma gravata também preta. Tinha óculos, envergava, no inverno, uma capa escura e usava um chapéus e os óculos eram escuros. Era, resumindo, uma figura meio estranha do panorama da intelectualidade da vila onde vivia.

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