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Opinião

SOMOS HISTÓRIAS

Acho que em algum momento da minha escala de crescimento e desenvolvimento pessoal, no foro privado dos espaços interiores onde me vou calculando, a parte do meu cérebro que lidava com os “tanto faz”, que não se importava com as conversas de circunstância, que não se incomodava com a maldade mascarada de preocupação e princípios desligou e nunca mais voltou a funcionar. Ou isso ou a sociedade, compreenda-se em todos os seus níveis, conseguiu o excelente talento de retroceder ao avançar. – Devo confessar, compreendo.

TERMINATOR (1984)

Tempo ficcionado versus tempo científico, um gozo profundo…

Sim, mas previamente: Schwarzie. Um tipo cá de casa. Caso simples e estranho de tão eficaz. O fraco actor é o robôt perfeito e nunca mais deixará de o ser. O sotaque maquinal ajuda, não destrói.

Um argumento que, como alguém disse –e cito, “sobrepõe a esperteza à inteligência”, e talvez por isso funcione na perfeição. Ou pareça funcionar.

Curiosa ainda a mensagem inicial –dizem-nos que tudo se vai desenrolar “esta noite”; afinal são duas noites e um dia.

ÉS.

Não te julgues. Não te deves julgar. A cada passo, cada pensamento, a tua mente entope-se de ideias sem que tenham nexo algum ou que constituam em ti uma voracidade de te conheceres melhor. Não te queres conhecer. És. Existes aqui e agora, não te interessa o futuro e o passado, esse não o podes mudar.

AS QUINTAS DE CAVACO

Esta semana ocorreu o lançamento do livro do Ex-Presidente da República, Cavaco Silva, uma espécie de auto biografia que se resume às quintas em que reunia com o Primeiro-Ministro.

É realmente uma surpresa ver, finalmente, Cavaco Silva pronunciar-se sobre alguma coisa ainda que, nesta sua revelação sobre as reuniões semanais, tenha optado pela polémica e pela crítica desde Sócrates a Carlos César (estranhamente não é feita qualquer referência menos positiva aos anos de mandato de Passos Coelho).

FILMES VERDADEIRAMENTE ESQUECIDOS IV

The Razor’s Edge (1984), de John Byrum

Uma vez aqui, deve ser referido que qualquer um dos três filmes dirigidos por Byrum entre 1975 e 1984 cumpre como verdadeiramente esquecido. O obscuro destino do filmmaker Byrum: realizar verdadeiras obras-primas para o verdadeiro abandono. Os filmes: Inserts (1975), Heart Beat (1980) e The Razor’s Edge (1984).

GAMBOZINOS

Quando eu era novo, era caçador e pescador. Desportivo. Adorava caçar e ir à pesca. Nada me dava tanto prazer como perder-me pelos campos e nos ribeiros e rios com os amigos, à caça e à pesca. Nos campos perto de casa e mais longe, a muitos quilómetros de distância, partíamos em carrinhas cheias de gente. Grandes grupos de amigos que se juntavam aos fins-de-semana para umas boas caçadas. Muito mais do que uma caçada ou pesca, era uma oportunidade de celebrar a amizade.

CHOVE NAS SALAS DE AULA COMO NA RUA

Existem Escolas no Distrito de Évora que chove dentro das salas de aulas.

Lança-se o alerta de dois casos que necessitam de intervenção Urgente:

 

A - Escola Secundária André de Gouveia

A Escola Secundária André de Gouveia construída em 1978, necessita de obras urgentes.

É possível verificar todos os dias os efeitos da chuva, de canalizações em rutura, de curtos circuitos elétricos avariados, com os estragos sucessivos em servidores e computadores e perda importante de documentação.

NÃO RECUO NEM UM MILÍMETRO

Existem assuntos que pela sua natureza não nos deixam indiferentes. É o caso do abate dos Freixos Centenários na Estrada Nacional 246-1 (Escusa/Portagem) no concelho de Marvão. Em primeiro lugar porque estava lá (ou fui chamado) no dia em que tudo aconteceu e também pela ligação afetiva àquela estrada que tantas memórias me traz, desde os passeios na juventude, como a primeira vez - que não me sai da memória - que fiz aquela estrada ao volante e olhei para o lado direito e vi Marvão radiante entre as árvores.

O TRIUNFO DA MEDIOCRIDADE

Ao nosso tempo, a transformação da realidade, de factos e evidências resulta na mais maléfica e evidente manifestação de louvor à “meritocracia da mediocridade”, segundo a qual tudo se reduz à conciliação de meros interesses individuais, sustentados por perspetivas subjetivas. Nunca, como agora, se viu tamanha recompensa à mediocridade e tamanho culto às regalias mais execráveis.

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